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Os Barasanas são um grupo indígena que habita o Noroeste do estado brasileiro do Amazonas e parte da Colombia, mais precisamente na Área Indígena Alto Rio Negro, às margens do Rio Uaupés e seus afluentes – Tiquié, Papuri. Querari e outros menores –. Se autodenominam o povo do Jaguar.

População total

Cerca de 2000

Regiões com população significativa
Às margens do Rio Uaupés e seus afluentes – Tiquié, Papuri, Querari e outros menores –
Línguas
Línguas da família Tukano Oriental
Religiões
Xamã
Grupos étnicos relacionados
Arapaso, Bará, Desana, Karapanã, Makuna, Miriti-tapuya, Pira-tapuya, Siriano, Taiwano, Tariana, Tatuyo, Tukano (Oriental), Tuyuka, Kotiria e Yuruti


Localização

Vivem às margens do Rio Uaupés e seus afluentes – Tiquié, Papuri, Querari e outros menores –

Mapa Interativo

Coordenadas: 27° 39′ 0″ N, 77° 23′ 0″ E 27.65, 77.383333

Veja no mapa

História

Esses grupos indígenas falam línguas da família Tukano Oriental (apenas os Tariana têm origem Aruak) e participam de uma ampla rede de trocas, que incluem casamentos, rituais e comércio, compondo um conjunto sócio-cultural definido, comumente chamado de “sistema social do Uaupés/Pira-Paraná”. Este, por sua vez, faz parte de uma área cultural mais ampla, abarcando populações de língua Aruak e Maku.


Língua

Falam as línguas da família Tukano Oriental.

Cosmologia e Religiosidade

Como princípio básico, a cosmologia tukano combina perspectiva móvel, replicação da organização social em diferentes escalas da existência - corpo, communidade, casa e cosmos, e organização análoga entre níveis diferentes da experiência. Os mitos explicam as origens do cosmos, descrevendo um mundo perigoso e indiferenciado, sem limites precisos de tempo e espaço, sem diferença entre gente e animal. As narrativas míticas explicam como os feitos dos primeiros seres geraram as feições da paisagem e como o mundo se tornou paulatinamente seguro para a emergência dos verdadeiros seres humanos. Há um mito de origem chave nesse repertório que explica como uma Anaconda-ancestral penetrou o universo/casa através da "porta da água" no leste e subiu os rios Negro e Uaupés com os ancestrais de toda humanidade dentro de seu corpo. Inicialmente, esses ancestrais-espíritos tiveram a forma de ornamentos de pena, mas foram transformados em seres humanos no curso da sua viagem. Quando alcançaram a cachoeira de Ipanoré, o centro do universo, eles emergiram de um buraco nas rochas e se deslocaram para os seus respectivos territórios. Essas narrativas compartilhadas entre os povos do Uaupés expressam uma compreensão comum do cosmos, do lugar dos seres humanos nele e das relações que deveriam existir entre diferentes povos, bem como entre eles e outros seres. Também contam com conjuntos de Yurupari - flautas e trombetes sagrados feitos do tronco da palmeira paxiúba -, que são os ossos de seu ancestral e que incorporam o seu sopro e canto. Junto com as festas e trocas cerimoniais, os rituais envolvendo esses instrumentos musicais - símbolos condensados da identidade, espírito e poder grupal - formam o outro grande componente da vida ritual dos Tukano. Enquanto a troca cerimonial enfatiza a equivalência e interdependência mútua entre grupos diferentes, os rituais de Yurupari realçam a identidade singular de cada um.[1]


Aspectos Culturais

A caça e coleta, na qual predomina a pesca e a agricultura de coivara, sendo a "mandioca brava" o principal produto. No passado, todos moravam em casas comunais (ou malocas) de estilo relativamente uniforme: uma grande construção retangular com teto maciço de forma triangular e portas em cada ponta. A população divide-se em aproximadamente 17 grupos exogâmicos, cada qual com direitos sobre um território específico ou trecho de rio com características e potenciais diferentes. Somado a esses fatores ecológicos de diferenciação, cada grupo é tradicionalmente associado à produção de artefatos específicos; assim, os Tukano fabricam banquinhos, os Desana cestos, os Tuyuka canoas etc. Essa produção especializada constitui um aspecto da identidade grupal e mobiliza os cerimoniais de troca (ou dabukuris) que são um dos principais componentes das atividades rituais características da região. Em tais festas, os diferentes grupos se reúnem para dançar, beber caxiri, exibir os seus ornamentos de penas, recitar as linhagens de seus antepassados e trocar os seus produtos (banquinhos por canoas, peixe por carne de caça etc.). [2] Medicina tradicional

Não há registros específicos sobre a medicina tradicional da tribo.


Situação territorial

O território da tribo Barasana, segundo o plano de etnodesenvolvimento do território "Rio Negro da Cidadania Indígena" do Ministério do Desenvolvimento Agrário[3] , tendo uma área de 7.999.391 hectares compartilhados entre os grupos Arapaso, Baré, Arapaço, Carapanã, Suriána, Wanana, nessa área também estão localizados os municípios de Japurá e São Gabriel da Cachoeira.

Ligações externas


Referências

http://en.wikipedia.org/wiki/Barasana_people





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